sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A história do Pascoal


Nada melhor do que meu Gato tamanho-família para ilustrar a história do Pascoal.

Pascoal era o nome do gatinho que a minha tia pegou no mato quando era pequena, lá no norte do Paraná. Segundo as histórias que a minha mãe conta, era bonitinho, todo pintadinho, só que não miava.

Ele rosnava.

Dormia dentro de casa, era carregado no colo pela minha tia (que tinha 5 anos), comia e bebia no potinho, tudo como um gato normal.

Só que gostava de ficar em cima do muro para desfazer os penteados das madames que passavam (década de 60-70, lembrem-se dos penteados da moda), atacava as pernas da minha mãe de manhã cedinho... e foi crescendo e rosnando, até que ficou do tamanho de um cachorro de porte médio.

Não era um gato doméstico.

Era uma JAGUATIRICA. Domesticada, mas era uma jaguatirica.

Um belo dia, uma das madames da cidade pediu o "gato" emprestado para cruzar com sua gata PERSA. Uma hora depois, minha tia foi correndo buscar o Pascoal, porque a madame ligou gritando que o "gato" estava matando a persa dela e encontrou a ex-persa branca (agora vermelha) encurralada. Minha tia chamou e o Pascoal pulou no colo dela, fazendo o barulho mais próximo de miado que sabia fazer.

O Pascoal morreu alguns meses depois, vítima de sua própria gulodice: comeu a massa de macarrão que minha avó havia deixado para crescer em cima da pia. A massa fermentou e... pof.

Então, se até uma jaguatirica teve sua oportunidade para viver em uma casinha quentinha (acho que a mamãe dela já era história quando minha tia a achou), por que nossos gatinhos fofinhos e ronronentos não podem?

A Rose sempre tem notícias de gatinhos procurando casas quentinhas para morar, bem como a Marcela. As duas foram as responsáveis pela vinda do Calvin aqui pra casa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Eu ganhei um lar


Acho que tenho vocação de família para pegar bichos da rua (tá, eu tive UM cachorro de raça, era um Dachshund que tive que eutanasiar depois que foi atacado por um Dogue Alemão solto na rua)... então, nada mais justo do que ajudar a divulgar os que precisam de uma casa quentinha e donos babões.

No Gatoca, o Marley anda arrepiando e tornando a vida dos bigodes meio complicada... mas ele merece um lugar com muito espaço para correr e fazer aquela cara de felicidade quando anda de carro...

No Adote um Gato, várias fofuras aguardam um Natal em casas definitivas.

E a próxima história será a do Pascoal, um gatinho muito fofo que minha tia tirou das ruas quando ela tinha 5 anos. Só que não miava...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Demônio da Tasmânia


Não, não é uma ratazana superdesenvolvida, nem um demônio da Tasmânia na minha cama.

É o Calvin depois do banho de cetoconazol. Nem tiramos fotos de como ficaram nós, humanos, depois do banho do felino, porque o estado era lastimável. Nós dois tivemos que trocar de camiseta depois de dar banho no pobre safado (que agora ronca feliz e cheiroso no sofá), isso porque eu parecia a mulher deste vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=d9QwK5EHSmg

Sim, o Calvin foi parar em cima da minha cabeça.

E não, eu não vou dar banho no Gato em casa. Já comprei o shampoo de cetoconazol, levo na clínica, mas ele vai tomar banho em um lugar onde tenha, pelo menos, espaço para segurá-lo. A sorte é que o Gato já está acostumado a tomar banho... enquanto que, aqui conosco, foi o primeiro do Calvin.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Notícias boas


Conforme prometido, agora que o Calvin está melhor, aí está a foto dele fantasiado de parabólica... quero dizer, de colar elizabetano. :)

Ainda não está livre do colar, pois a sessão soro-rifocina-quadriderm continua por mais uma semana, quando a Dra. Priscila irá vê-lo novamente. A parte boa é que os pêlos voltaram a crescer nas perninhas e o guloso continua comendo como se nada estivesse acontecendo. A parte ruim é que a humana que vos escreve irá dar banho de cetoconazol nos dois felinos da casa. Se eu não sair viva, vocês saberão. O.o

E esse felino safado que responde pelo nome de Calvin só faltou rolar na mesa do consultório. Ronronou, lambeu, se torceu todo quando a Dra. Priscila coçou as orelhas dele, parecia até que estava em casa. E ainda mostrou a barriga! Ô bichinho que gosta de um agrado!

domingo, 2 de novembro de 2008

Rifocina + Quadriderm = dona enjoada

Creeeeeeeeedo...

... ninguém merece o cheiro combinado de Rifocina com Quadriderm veterinário. Os dois isolados até que têm um cheirinho que dá para agüentar, mas os dois juntos... aaaaaaaaaargh...

As boas novas: as perninhas estão melhorando e o Calvin continua danado que só vendo. Com colar e tudo, ele salta em cima do Gato com gosto, persegue moscas e consegue comer e beber nas tigelas baixas, nem dá bola pro super-pote pra Cocker Spaniel que comprei. E ainda ronrona, se esfrega na gente e fica de tocaia pra pegar o Gato. Em resumo: normalíssimo.

Uma vez por dia, eu tiro o colar para lavar (cheiro! cheiro!) e deixo o Calvin solto aos cuidados do maridão. Hoje deu para deixar solto por quase uma hora, durante a qual ele se lambeu incansavelmente (menos as patinhas traseiras, lógico).

Fotinhos do Calvin de colar vêm depois que ele sarar, porque dá dó de ver. Então vou colocar o antes e o depois. :)

(aimeudeus, a Dra. Priscila falou que o Calvin ainda vai ficar MAIOR do que já está... vou precisar de jaula, não de apartamento... ninguém me disse que adotei mestiço de Maine Coon... O.O)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Micose

Buá.

O Calvin está com micose e infecção secundária nas perninhas traseiras... está desfilando pela casa, fulo da vida, com seu mais novo colar elizabetano, coleira azul e tiririca comigo.

Sexta fica pronto o exame que foi colhido na clínica do Dr. Manoel, com a Dra. Priscila. Se der positivo, sábado todos os gatos irão tomar banho de cetoconazol.

Nem quero ver como vão chegar em casa...

domingo, 26 de outubro de 2008

Verão? Não era primavera?


Calor.

Meu Deus, como faz calor nesta terra e, principalmente, neste apartamento.

Meus gatos estão esparramados na janela, no chão de ardósia, em cima da mesa de vidro, em cima da pia, ou seja, onde estiver mais fresquinho.

Saudades da época em que ficavam embolados no sofá. Agora mal e mal se esfregam nas nossas pernas.

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